junho 13, 2010

Where's the old happiness?

Para a maioria das pessoas, o hospital é um lugar assustador... Um lugar hostil... Um lugar onde coisas ruins acontecem.. A maior parte das pessoas iria preferir uma igreja, ou escola, ou sua casa, mas eu cresci aqui... Enquanto minha mãe estava de plantão, eu aprendi a ler na galeria do centro cirúrgico, brinquei no necrotério, colori antigas fichas do pronto-socorro com lápis de cor... O hospital era minha igreja, minha escola, minha casa; o hospital era meu lugar seguro, meu santuário... Eu amo isso aqui... Correção: amava isso aqui - Meredith Grey


Minha vida ultimamente tem estado louca. Sério, e isso não é uma coisa boa. Sinto falta de dois mil e oito. Era tudo tão mais fácil. Não precisava me preocupar, apenas fazer o dever de casa, saia com meus amigos, me divertia, saia com a minha família entrava na internet, mas agora? Sinto falta das pessoas que deixei pra trás, que eu amava e ainda amo, aquelas que sabiam o que estava acontecendo sem perguntar, aquelas que se importavam comigo realmente, que me abraçava quando eu precisava. Sim, só restou uma pessoa assim no meu dia-a-dia, e ela sabe quem é! Naquela época, era fácil sonhar com o futuro, e, me arrependo, querer “crescer” logo. Me lembro das minhas conversas com minhas amigas sobre nossa futura profissão, sobre como seriamos quando fossemos velhos, e ainda me lembro e rio muito quando disseram que eu seria um daqueles velhos chatos que iria brigar com os meninos que jogavam bola na rua. Hoje, me preocupo com duas escolas, duas escolas que não são meu sonho. Me desculpe se sou um tanto grosso, mas são lugares onde quase nenhuma pessoa é agradável pra mim, onde gosto de dois ou três professores, onde ninguém me entende, e não são como as minhas amigas do fundamental, que sabiam do que eu precisava sem perguntar, porque de fato me amavam e me conheciam. Sim, sinto falta disso. Vestibular ano que vem, e depois de oitos anos acreditando e desejando me tornar um cirurgião, me pergunto se isso será bom para meu futuro. Assim como me preocupo com a universidade onde estudarei durante os seis anos, caso eu decida. Meus pais que vivem implicando comigo por coisas simples, e não acreditam no meu potencial, e isso me deixa furioso. Também penso na pessoa que me tornarei no futuro, se serei alguém ético que se preocupa com a família, com as pessoas ao redor. Existe a preocupação de como o planeta será, sinto medo da dor, e isso se multiplica quando vejo o quão burro o ser humano pode ser continuando a destruir o planeta em que vivemos. Minha professora de Química, que já se tornou minha amiga me aconselha a viver um dia de cada vez, mas acontece que não vivo apenas existo. Como posso ser um adolescente normal, quando existem todas essas preocupações? Queria eu mesmo responder essa pergunta...